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risco operacional supply chain
Por Isabelle Badoc
on 29 Jan 2019 5:00 AM

Com melhor desempenho e custos reduzidos, o gerenciamento de riscos operacionais tornou-se um dos principais desafios para a Supply Chain atual, principalmente porque pode satisfazer ou quebrar a satisfação do cliente. Mas como as empresas do setor abordam os riscos operacionais em sua empresa e em sua rede? E como podemos usar a tecnologia atual para controlar esses riscos? Um estudo realizado pela Generix Group lança uma luz sobre o assunto.

 

Gestão dos riscos da empresa: resultados do estudo da Generix Group

Como as empresas gerenciam os riscos na logística? Qual o nível de visibilidade que eles têm sobre os riscos operacionais? Quais são as conseqüências de um gerenciamento de risco insatisfatório? Um estudo realizado pela Generix Group sobre 145 empresas que atuam na Supply Chain traz à luz vários pontos.

Falando estritamente em termos de gerenciamento de risco, 64,6% das empresas recebem alertas quando ocorrem eventos internos e 39,4% dessas empresas analisam regularmente os riscos operacionais usando diferentes protocolos. Esses números mostram que os tomadores de decisão estão bem conscientes da importância de ter informações sobre os problemas que encontram em seus serviços de logística. Ao analisar os riscos operacionais, você pode implementar processos eficazes para antecipação de riscos e gerenciamento de crises de risco.

A coleta de dados também pode ser estendida para incluir todas as operações da Supply Chain. Quando o compartilhamento de informações é facilitado entre todos os parceiros da rede, alertas de players externos também podem ser trazidos à atenção da empresa.

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Com relação à visibilidade que as empresas têm sobre os riscos, o estudo revela que as empresas mantêm relacionamentos em tempo real, principalmente com seus clientes. No entanto, esses tipos de relacionamento são menos desenvolvidos com transportadoras, transportadores e fornecedores. Embora as empresas geralmente dependam do EDI (Electronic Data Interchange), podemos ver que o mercado está longe de estar saturado: ele ainda não foi implementado por todos.

Por fim, de acordo com a grande maioria dos entrevistados, as consequências da gestão deficiente de riscos operacionais são principalmente de natureza financeira. Elas geram:

● custos diretos como resultado de reembolsos e taxas (para 58% dos entrevistados);
● custos indiretos como resultado de disputas legais (para 61% dos entrevistados).

De acordo com 45% das empresas, a má gestão de crises pode prejudicar a reputação online e a imagem da empresa, uma situação que é particularmente prejudicial para as empresas que vendem seus produtos na internett.

 

Tecnologia para controle de riscos operacionais na Supply Chain

Com a IoT (Internet of Things) e Big Data, a informação nunca foi tão rica e acessível como é hoje. Os sensores RFID e outros objetos conectados podem registrar uma ampla gama de informações, como a temperatura ou a geolocalização de caminhões via GPS.

Os dados coletados pelos operadores podem ser armazenados em uma nuvem e usados por diferentes participantes da cadeia logística. Graças às plataformas de dados interconectados, podemos ter visibilidade sobre todo o ecossistema.

Sobre o mesmo assunto: E se a plataformização representasse o futuro da Supply Chain?

 

Ao usar a inteligência artificial (IA) para analisar essas informações e construir bases de dados, as empresas podem alimentar informações para sistemas preditivos usados em logística e transportes para antecipar os riscos operacionais e, assim, tomar a decisão certa diante dos riscos.

Ao processar esses dados, podemos fazer o seguinte:

prever facilmente a capacidade de armazenamento e encontrar ou criar o inventário de maneira ideal;
aperfeiçoar a gestão de recursos logísticos;
● dirigir as operações em tempo real.

Com esses recursos preditivos, as empresas podem processar pedidos de última hora com base na prioridade, uma opção que lhes dá uma enorme vantagem.

Informações sobre a entrega de mercadorias serão usadas para otimizar as operações em andamento (compartilhando os meios de transporte, otimizando as rotas de entrega, etc.). Além disso, ter melhores informações sobre o tráfego rodoviário permite calcular o tempo de chegada das mercadorias e transmitir essas informações aos clientes para que eles saibam exatamente quando a remessa deverá chegar. Algumas empresas também planejam usar a geolocalização para antecipar as operações de carregamento antes que os caminhões cheguem ao local.

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Informação externa: uma alavanca de desempenho para satisfação do cliente

Ainda mais do que os dados internos, as informações externas tornaram-se para as empresas um elemento estratégico na busca por um melhor desempenho. O objetivo é coletar o máximo de informações possíveis sobre os eventos externos que podem interromper as operações da empresa. Essas informações são analisadas e usadas para análise preditiva.

Em termos de satisfação do cliente, o desafio está em coletar dados dos parceiros para analisá-los em tempo real. Toda a cadeia logística deve se engajar no compartilhamento de informações se os benefícios forem atingir todos os níveis.

Não vamos esquecer o motivo pelo qual analisamos dados coletados do ecossistema para podermos usá-lo para identificar riscos operacionais que possam ter um impacto negativo na experiência do cliente. Portanto, colaborar com o cliente e a operadora na mesma plataforma é essencial se quisermos ser capazes de tomar a decisão certa e limitar a insatisfação do cliente em caso de interrupções.

 

Proporcionando a você uma maior visibilidade dos eventos na cadeia logística, os dados coletados enriquecerão as técnicas de análise e permitirão que você automatize a tomada de decisões quando enfrentar riscos operacionais. Graças a essas soluções preditivas, as empresas da Supply Chain agora podem usar recursos interessantes para melhorar a satisfação do cliente e minimizar o impacto dos riscos em seus serviços.

 

Fonte da imagem: Pixabay – Ivanacoi

Isabelle Badoc

Expert in Supply Chain, Warehouse Management, Transport Management, e-commerce Logistics …