Cross-docking: apenas uma passagem dos produtos pelo centro de distribuição?

Publicado em 16 Junho 2020

cross-docking
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Leandro
Luquini
Project Manager da Generix Group Brazil
Categorias
Armazém
Supply Chain

A operação de cross-docking, ao contrário do que muitos talvez pensem, possui uma série de particularidades e especificações. Isso porque, trata-se de um processo logístico que movimenta a mercadoria recebida no centro de distribuição (CD) diretamente para a área de expedição. Esta nada simples ação de “cruzar as docas” agiliza os envios de itens de alto giro que não têm necessidade de ficarem armazenados por longos períodos, reduzindo, desta maneira, custos operacionais e de armazenagem.

O processo de passagem pode ser realizado com cargas paletizadas, fracionadas ou envios compostos por diversos itens que, após separados, compõem uma nova carga, manipulação conhecida como repartição. Para isso, porém, levamos como premissa a necessidade de que haja pedidos disponíveis antes mesmo de os produtos chegarem ao armazém.

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A infraestrutura operacional contribuindo para a eficiência

E a estrutura física do CD que recebe este tipo de operação, é igual às demais? Veremos, mas antes disso é preciso diferenciar o que é cross-docking e o que é transit point. O primeiro acontece nos CDs e gerencia múltiplos fornecedores, além de realizar a manipulação dos produtos a fim de compor os pedidos de expedição. Já o transit point é praticado pelas transportadoras em hubs de remanejamento de entregas ou realocações – em caminhões menores para entregas locais. Ambos os modelos são possíveis desde que disponham de uma área para a movimentação de paletes e caixas.

Para a área operacional do cross-docking, entretanto, é difícil estabelecer uma metragem específica, pois o conceito é eliminar a armazenagem. Por este motivo, contar minimamente com a área de docas já seria o suficiente. Mas esta disponibilidade de espaço também pode variar de acordo com o tamanho de cada operação e o quanto o processo representa dentro desta logística. O essencial no cross-docking, então, é que haja coordenação sistêmica e operacional para garantir eficiência, diferentemente da definição de uma área de armazenagem, onde o cálculo deve ser realizado sobre demanda, histórico e previsões de vendas.

Quanto aos equipamentos de movimentação são necessários paleteiras e empilhadeiras, enquanto a equipe deve ser composta por operadores e conferentes.

Fique atento aos múltiplos fatores que compõem o processo

Mas para que a operação de cross-docking esteja sempre em conformidade vale ficar de olho em alguns pontos. Para torná-la cada vez mais assertiva e bem-sucedida, é fundamental a troca de informações entre fornecedores e clientes para que o abastecimento seja contínuo e atenda a todas as demandas de pedidos e a previsão de picos de venda.

Mais do que isso. É imprescindível a integração sistêmica entre os principais atores – com o emprego de Warehouse Management System (WMS), Enterprise Resource Planning (ERP) e Transport Management System (TMS) – e uma gestão eficiente da carteira de pedidos.

Atente-se a estes dois aspectos, o contato constante entre os players da cadeia e as tecnologias empregadas. São eles que garantem o cumprimento do grande objetivo com a aplicação deste processo, que é reduzir os custos com armazenagem, acelerando a distribuição de itens de alto giro e mantendo o ponto de venda abastecido para atender aos clientes finais.

Suporte tecnológico necessário e de confiabilidade

A tecnologia também tem um papel fundamental na obtenção dos resultados. E na Generix sabemos disso. Para atender aos requisitos de uma operação de cross-docking é necessário um WMS que receba as demandas dos clientes e fornecedores, consolidando as informações e planejando corretamente a distribuição dos produtos para cada pedido.

E com a nossa ferramenta, o WMS Generix, é possível gerenciar as demandas do processo, sejam elas com ou sem repartição ou antes mesmo do fornecedor entregar a mercadoria no armazém. Neste segundo caso, de acordo com o cadastro de cada ponto de venda, define-se uma prioridade de atendimento e, assim que a mercadoria é entregue, o cliente com a preferência mais alta recebe os produtos primeiro, seguindo as ordens cadastradas – da mais alta para a mais baixa.

Já com o princípio da repartição e utilizando o WMS da Generix, é possível privilegiar um dos métodos de serviço, proporcional ou linear, caso a quantidade recebida no armazém seja inferior àquela encomendada para o fornecedor. No proporcional, é distribuída ao menos uma unidade por cliente, pois o objetivo é que todos recebam o produto, enquanto no linear a distribuição é realizada por ordem dos pedidos e prioridade. Caso a quantidade de produtos recebida não seja suficiente, o último ponto de venda acaba com uma ruptura no atendimento.

Todas as movimentações são rastreadas pelo nosso WMS, sendo acompanhadas pelos operadores do sistema em telas especificamente desenvolvidas. Além disso, são geradas etiquetas em todas as etapas do processo, garantindo ao transportador e ao cliente final a devida identificação das mercadorias.

A importância e a funcionalidade da movimentação dinâmica

O cross-docking consiste em uma operação just in time, que demanda equipes alocadas no armazém devidamente capacitadas para gerenciar sistêmica e operacionalmente, garantindo a entrega ao cliente final. É possível aplicar a operação em linhas de produção, distribuição de produtos e no varejo e, assim como em uma linha enxuta, que depende dos insumos para realizar a manufatura, o cross-docking reduz o tempo entre o fornecedor e a fábrica, mantendo o supply chain ágil e eficiente.

Neste texto, portanto, procuramos abordar o cross-docking não apenas como uma simples passagem de produtos pelo armazém, mas sim uma operação que é realizada em um local adequado, pede o emprego de tecnologias que trazem fluxo de informações e exige trabalho em equipe, tudo isso para sincronizar os fornecedores às demandas dos clientes finais.

Fonte da imagem: tbabasade/Getty Images

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