WMS em operações logísticas multiclientes: ferramenta estratégica num cenário complexo e com demandas sazonais

Publicado em 30 Setembro 2020

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Leandro
Luquini
Project Manager da Generix Group Brazil
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Armazém
3PL

Discorrer sobre a importância de um software WMS pode parecer muito óbvio. E às vezes é. Mas existem pontos que precisam ser abordados e destacados uma vez que a aplicação do sistema difere de empresa para empresa devido às diferentes realidades operacionais. Mas uma coisa é fato. Trata-se de um software necessário para qualquer empresa que deseja rastreabilidade dos movimentos logísticos, sejam de recebimento, armazenagem, separação ou expedição.

No caso de armazém multiclientes, com a elevada complexidade devido à falta de padrão entre as operações, a ferramenta é indispensável. A gestão centralizada de diferentes clientes em um único software WMS possibilita maior visibilidade das operações, controle dos processos operacionais, flexibilidade nas análises e rastreabilidade de todo o processo logístico, desde o recebimento até a expedição.

A pluralidade das movimentações demanda soluções pontuais e o mercado mostra isso. O cenário atual de operadores logísticos exige cada vez mais um WMS flexível e robusto, que atenda às principais demandas de clientes cada vez mais exigentes. Para atender ao SLA contratado, os provedores têm que cumprir pré-requisitos de operação quando fecham o acordo junto ao contratante e contam com o WMS para executar as tarefas com eficiência.

A aplicação do software não segue necessariamente uma lógica linear. Isso porque, as funcionalidades devem atender a diferentes demandas e em distintas áreas de atuação. No recebimento de mercadorias em um armazém multiclientes, por exemplo, podemos observar desde operações de produtos eletrônicos que exigem rastreabilidade do número de série de cada unidade até movimentações de insumos para fabricação de cosméticos, com o recebimento sendo realizado em paletes fechados de frascos de creme.

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Já com relação à estocagem, o WMS deve possuir diferentes estruturas, como porta-paletes, flow racks e push backs, além de áreas blocadas, com estes espaços horizontais gerenciados. O software deve atender, ainda, aos processos básicos de FIFO (First-In-First-Out) ou FEFO (First-Expires-First-Out) e realizar a leitura de código de barras EAN13 ou DUN14.

Importante salientar que apesar destas caracterizações o WMS deve ser flexível o suficiente para validar separações de itens que não possuem estas especificidades.

A separação também deve ser ministrada em endereços de picking fixos ou até mesmo separação direto nas posições aéreas. No caso de uma grande rede de supermercados, permitir a separação em quilos, onde o peso é variável de acordo com a quantidade separada. Ou até mesmo em uma separação do tipo e-commerce, onde cada pedido tem em média um ou até dois itens, que garanta a organização nas docas de expedição.

Atenção às especificidades de cada tipo de movimentação num armazém multiclientes

No momento de aplicar o WMS em operações logísticas que possuem diferentes perfis de clientes é preciso avaliar uma série de variáveis. É necessário entender que, por possuir um armazém multiclientes, os operadores logísticos precisam atender aos diferentes requisitos, porém é necessário buscar uniformidade dos processos para que se tenha eficiência operacional.

Erros podem acontecer, mas é possível minimizá-los. A principal incorreção é a subutilização do sistema, realizando tarefas manuais que não podem ser rastreadas pelo WMS. Para evitar, avalie as diferentes operações logísticas e a equipe disponível, pois é muito comum o compartilhamento de mão de obra entre os clientes de um operador logístico. Mas, se os processos forem muito específicos, cuidado com este compartilhamento. A heterogeneidade da equipe operacional em certos casos reduz a eficiência da operação.

Outra iniciativa que maximiza as ações e reduz erros é investir em treinamento da ferramenta WMS, fomentando a capacitação operacional e acompanhando os indicadores. Além de conhecer a equipe, o operador logístico deve dominar o software WMS.

Tecnologia de gestão a serviço do trabalho multiprofissional

Os erros minimizados contribuem para superar outros fatores que estão sempre à frente dos operadores logísticos multiclientes. Os principais desafios da aplicação do WMS são atender aos diferentes processos de maneira inteligível, fornecer confiabilidade dos dados gerenciados, proporcionar análises detalhadas de todas as etapas realizadas na ferramenta e oferecer robustez para garantir o nível de serviço oferecido pelos operadores logísticos.

O trabalho precisa ser efetuado ao iniciar uma operação. É fundamental que operador logístico defina o escopo com exatidão e que ele seja bem configurado no WMS. Se algum processo for mal estabelecido ou executado há um efeito cascata, podendo prejudicar a satisfação do cliente.

Aqui, a mão de obra também figura como um dos principais atores. Estabeleça critérios de contratação. O ideal é contar com uma equipe operacional consistente e que promova a rotatividade entre as diferentes operações. Por possuir diferentes perfis, os clientes podem ter processos distintos e específicos, por isso é extremamente importante que o operador logístico tenha sua equipe toda capacitada em diferentes tarefas. Isso possibilita que em momentos de pico os funcionários sejam alocados em pontos onde as movimentações de entrada e saída estejam mais intensas.

A equipe de BackOffice também é imprescindível, pois presta suporte à equipe operacional e mantém contato direto com o cliente, alinhando as expectativas, tanto do contratante quanto do contratado.

A simples adoção do software não garante eficiência nas operações

Apesar da importância e funcionalidades apresentadas pelo WMS, e que discorremos neste artigo, ainda é muito comum as empresas utilizarem softwares alternativos ou simplesmente não adotar a ferramenta específica e confiar em planilhas e na competência de bons colaboradores. O risco, porém, é enorme e, em um cenário altamente competitivo, é melhor evitar este tipo de situação e oferecer uma operação confiável.

Ter um software WMS é sinônimo de investimento financeiro e capacitação técnica. Uma empresa que deseja implementá-lo tem que dispor destes recursos. Mas fato que nem todos os operadores logísticos tem um nível de maturidade para aplicar o software, seja ele interiorizado na cultura da organização ou exigido por algum cliente.

Bom reforçar que a simples aplicação do WMS não garante eficiência nas operações. Por isso, atente-se: conheça bem o cliente, seu o produto e o perfil de operação. Paralelo a isso, agregue sua equipe operacional às atividades e certifique-se, sempre, de que o contratante está satisfeito e você, operador logístico, está oferecendo altos níveis de serviço e confiabilidade na operação.

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