O nosso objetivo é continuar a crescer e apoiar as empresas no processo de transformação digital da supply chain

Publicado a 20 Maio 2021

entrevista marc Defretin generix
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Mónica
Conceição
Responsável Marketing & Comunicação
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Entrevistamos Marc Defretin, Country Manager da Generix Group Portugal, que nos faz um balanço do ano da empresa e do mercado, e nos explica quais as novidades que podemos esperar para 2021.

 

  • Apesar do contexto desafiante, a Generix Group continuou a crescer a sua atividade no último ano Portugal.
  • A empresa tem vindo a desenvolver continuamente novos serviços e adaptando-se ao mercado em evolução.

Balanço do ano para a Generix

Ajudar os clientes a superar os desafios do comércio digital, proporcionar as melhores soluções para as suas novas necessidades e recrutar mais colaboradores para responder ao crescimento da empresa. Resume-se assim, em poucas palavras, o último ano da Generix.

A entrada em vigor da obrigatoriedade da adoção da fatura eletrónica na Administração Pública e o processo de digitalização que muitas empresas já estavam a implementar antes da pandemia (e que foi acentuado na resposta à Covid-19) foram alguns dos fatores que impulsionaram a atividade da Generix em Portugal.
Marc Defretin, Country Manager da Generix Group Portugal, assegura que, apesar de se verificar um comportamento de compra digital há alguns anos, especialmente compradores B2B, ainda há muito espaço para crescer no mercado nacional e adianta que a empresa vai lançar novos módulos associados aos seus produtos.

Que balanço faz de 2020 para a Generix Group Portugal, tendo em conta o contexto de pandemia que impôs profundas alterações na economia e no dia a dia das empresas?

Foi um ano atípico. Mas, apesar disso, fomos a filial do grupo Generix que mais cresceu no ano passado. Temos as nossas duas áreas em franco crescimento.

Na área de integração B2B, onde estamos há 25 anos no mercado, o destaque vai para todos os processos relacionados com a faturação e transações eletrónicas. Neste campo, sem dúvida que a obrigatoriedade da adoção da fatura eletrónica em toda a Administração Pública foi importante e fomos muito consultados sobre este tema. Além disso, a pandemia intensificou os processos de digitalização, o que levou ao aumento significativo de procura por novas soluções. Durante todo o exercício ganhámos um número relevante de novos clientes na área de integração B2B e reforçamos o nosso posicionamento no mercado.

Já na área da supply chain, houve também uma procura significativa de soluções para gestão de armazéns e de transportes. O facto de as nossas soluções serem disponibilizadas no modelo Software as a Service (SaaS), revelou-se uma enorme vantagem, ao facilitar os processos de implementação e acompanhamento remoto dos projetos dos clientes durante a fase de confinamento.

Considera que este ambiente de crescente digitalização vai continuar a impulsionar a procura pelos serviços da Generix nos próximos anos?

Sim, sem dúvida. É uma tendência que está a generalizar-se. Por um lado, toda a contração pública passou a estar sujeita à obrigatoriedade da fatura eletrónica – e este é um processo tão grande que não se implementa de forma imediata. Por outro lado, são muitas as empresas do setor privado que ainda estão em fase de digitalizar os seus processos. Estamos a falar não só de faturas, mas também de encomendas, guias de remessas e pagamentos. Observamos que muita informação continua a ser tratada de forma manual, com recurso inúmeras e complexas folhas de cálculo, o que mostra que há muito mercado para crescer.

Existem grandes diferenças entre as empresas portuguesas e as empresas dos outros mercados onde a Generix está presente?

Em termos de integração B2B, penso que estamos num patamar semelhante aos outros mercados. De salientar que Portugal é o único país na Europa em que todas as empresas são obrigadas a comunicar as suas faturas de forma eletrónica à Autoridade Tributária.

Na área da supply chain, temos um conjunto significativo de médias empresas, cuja atividade passa pela importação e distribuição de produtos de marcas estrangeiras em Portugal, e que ainda não têm os seus processos de logística informatizados. Nesta área Portugal está um pouco atrás em relação a outros mercados internacionais.

Perspetivas de futuro

Quais são os objetivos da Generix Portugal para este ano?

A empresa tem vindo a desenvolver continuamente novos serviços e adaptando-se ao mercado em evolução. O nosso objetivo é continuar a crescer e apoiar as empresas no processo de transformação digital da supply chain. Queremos manter excelentes e fortes relações com nossos clientes e trabalhar arduamente para oferecer a excelência no atendimento ao cliente.

Este ano estamos também a lançar novas funcionalidades e novos módulos nos nossos produtos. Por exemplo, o novo módulo – o Data Power (recolha e análise de grandes volumes de dados e reporting de performance) para reforçar as soluções de gestão de armazéns (WMS) e de transportes (TMS).
Já em setembro vamos apresentar uma nova versão daquele que é um dos nossos produtos mais vendidos em Portugal, o TradeXpress, Plataforma de Integração B2B. Será uma versão muito evoluída, com muitas novidades e que terá a designação de TradeXpress Infinity.

Temos ainda uma outra novidade. As nossas soluções SaaS estavam, até agora, exclusivamente em cloud privada, mas vamos passar a fornecê-las também em cloud pública (via Amazon Web Services e Microsoft Azure). Esta mudança permite-nos continuar a ser muito competitivos e reduzir o valor das soluções para os nossos clientes, além de passarmos a fornecer um conjunto de funcionalidades e serviços adicionais. 

 

As vantagens das soluções SaaS

Há 25 anos, quando foi criada a Generix, o modelo de negócio da empresa assentava na venda de licenças de software. O modelo foi progressivamente evoluindo, espelhando as novas tendências do mercado. Dessa forma, nos últimos 15 anos, a Generix passou a fornecer soluções SaaS na área de integração B2B e, mais recentemente, também na área de supply chain. “Oferecemos ao cliente a gestão completa da informatização do processo do negócio, incluindo aspetos como os servidores, segurança e o alojamento, entre outros. O cliente só tem de aceder ao software via browser”, explica Marc Defretin.